Emergência e desenvolvimento inicial do açaizeiro em diferentes substratos e ambientes

Nouglas Veloso Barbosa Mendes, Denise de Castro Lima, Márcio Cleber de Medeiros Corrêa, William Natale

Resumo

O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) é uma palmeira nativa da Amazônia brasileira, sendo o estado do Pará o principal centro de dispersão natural. A germinação das sementes de açaí é relativamente lenta e desuniforme, sendo de extrema importância desenvolver pesquisas que avaliem o potencial germinativo da espécie. Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes substratos e ambientes na emergência e desenvolvimento inicial do açaizeiro. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente ao acaso, com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 5 x 3, sendo os fatores, substratos: S1 = vermiculita, S2 = bagana de carnaúba, S3 = fibra de coco, S4 = húmus de minhoca e S5 = húmus de minhoca + fibra de coco (1:1); os ambientes: A1 = casa de vegetação, A2 = sombreado e A3 = telado de 50%, com quatro repetições de 50 sementes por parcela. Determinou-se emergência, índice de velocidade de emergência, comprimento da parte aérea e da raiz principal, massa fresca da parte aérea e das raízes, bem como massa seca da parte aérea e das raízes. Verificou-se que ambiente e substrato combinados afetaram o desenvolvimento das plântulas de açaizeiro. Pode-se afirmar que o substrato S4 (húmus de minhoca), associado ao ambiente A1 (casa de vegetação), foi a combinação mais indicada para a emergência e desenvolvimento inicial do açaizeiro. O substrato S2 (bagana de carnaúba) não produziu resultados que o qualifiquem como indicado para a propagação de sementes de açaizeiro e, o ambiente A2 (sombreado), não se destacou na maior parte das variáveis analisadas.

Palavras-chave

Euterpe oleracea Mart., palmeira nativa, frutífera tropical.

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