Produtividade de tomate cereja (Solanum lycopersicon Mill.) em função da adubação orgânica à base de pequi (Caryocar coriaceum Willd Poir.)

Toshik Iarley da Silva, Antônio Jorge Soares Feitosa, Tamires Coelho Matias Maciel, Cláudia Araújo Marco

Resumo

O tomate (Solanum lycopersicon L.), família Solanaceae, é um dos frutos mais utilizados no mundo, apresentando múltiplas formas de uso culinário como também sendo dotado de propriedades benéficas à saúde humana. A cultura é considerada, dentre as hortaliças, uma das espécies mais exigentes em adubação. Com vista nisso, o presente trabalho buscou avaliar o potencial do composto orgânico produzido a partir das cascas do pequi (Caryocar coriaceum) no cultivo do tomate cereja. O experimento foi desenvolvido no Centro de Ciências Agrárias e da Biodiversidade da Universidade Federal do Cariri. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado com cinco tratamentos correspondendo à diferentes proporções do composto a base de pequi e solo -S1- 3:0 (Solo:Composto); S2- 3:1; S3- 3:2; S4- 3:3 e S5-0:3] e quatro repetições, com duas plantas por repetição, totalizando 40 parcelas. Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura da planta (cm); massa de frutos (Kg); diâmetro de frutos (cm); comprimento de frutos (cm); teor de sólidos solúveis totais (°Brix); número de frutos por planta e produtividade (t ha-1). Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk e quando significativo, foi realizada a análise de variância e ao serem significativos as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5%. O tomate cereja produzido com composto orgânico de cascas de pequi apresentou resultados satisfatórios para as variáveis analisadas. Os valores nutricionais desse composto estão dentro dos padrões estabelecidos, o que lhe caracteriza como sustentável e economicamente viável. Isso indica que o mesmo pode ser utilizado para o cultivo do tomate na região de estudo.

Palavras-chave

Cultivo, Solanaceae, resíduos orgânicos.

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