Colaboração entre empresas de Arranjos Produtivos Locais: Evidências dos processos logísticos

Ricardo S. Martins, Osmar Vieira de Souza Filho, Hugo Vieira de Souza, Wescley Silva Xavier, Guilherme S. Martins

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar aspectos da logística em empresas de Arranjos Produtivos Locais (APLs), com interesse especial nas práticas colaborativas na gestão de suas operações, a partir das evidências de 3 casos, com distintas características de produtos e processos, conforme a indústria: confecções, móveis e eletrônica. A análise da logística das empresas do APL mostrou que a diretriz estratégica adotada pelo conjunto de empresas integrantes desses arranjos produtivos é a atuação de forma individual, tanto no que se refere aos processos de suprimento quanto nos processos de distribuição. Essa atuação individualizada redunda nas pequenas escalas individuais dos volumes a serem transportados quando da contratação de transportadores e na negociação junto aos fornecedores, implicando perdas potenciais financeiras e de benefícios obtidos através da atuação conjunta e colaborativa, um dos pilares implícitos no conceito de APL. Isso significa que as empresas dos APLs – não importando o porte ou o volume de aquisição e distribuição – deixam de aproveitar os benefícios que uma estratégia conjunta poderia proporcionar, benefícios estes ligados à redução do custo logístico, melhoria no nível de serviço recebido e melhoria no nível de serviço oferecido aos clientes finais. Cabe, neste caso, resgatar a essência do conceito de arranjo produtivo como estratégia de competição.

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