PESQUISA ESCOLAR: POSSIBILIDADES PARA PENSAR OUTROS MODOS DE ESCOLARIZAÇÃO

Cláudia Schvingel, Ieda Maria Giongo, Angélica Vier Munhoz

Resumo

O presente artigo, oriundo de parte de uma dissertação de Mestrado, tem como objetivo problematizar a proposta da pesquisa escolar como princípio pedagógico. Metodologicamente, de cunho qualitativo, o material empírico de um lado se constituiu de documentos de propostas governamentais das escolas estaduais de Ensino Médio do estado do Rio Grande do Sul a partir da década de 1990 e da proposta do Manifesto dos Pioneiros da década de 1930. Por outro, foi realizada uma revisão teórica acerca de ideias sobre a pesquisa, o ensino e o professor. Estes materiais foram analisados tendo como aporte teórico um conjunto de noções foucaultianas, como a continuidade e descontinuidade da história dos acontecimentos e da análise de documentos. O estudo destes materiais permitiu inferir que o princípio do ensino pela pesquisa vigora desde a década de 1930 no documento do Manifesto dos Pioneiros e em documentos de propostas governamentais do estado a partir da década de 1990. Constata-se que a pesquisa na Escola Básica ainda não ganhou força enquanto princípio pedagógico que perpassa por todas as disciplinas escolares. A pesquisa escolar é potente para pensarmos em outras formas de criação no ensino e para outros modos de escolarização no que diz respeito ao ensinar e ao aprender dos estudantes e dos professores de modo mais (re)inventivo e (re)criativo. Defende-se a proposta do hífen de ligação necessário para compor as palavras professor e pesquisador, resultando em professor-pesquisador. Além disto, que este estudo possa fomentar para demais discussões acerca da temática - pesquisa escolar -, permeando principalmente nos espaços de formação dos professores. 

Palavras-chave

Escola Básica. Pesquisa escolar. Professores

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