O IMAGINÁRIO DA MATEMÁTICA NA OBRA ARITMÉTICA DA EMÍLIA DE MONTEIRO LOBATO

Adriel Gonçalves Oliveira, Luzia Batista de Oliveira Silva

Resumo

Este artigo objetiva investigar conceitos acerca do imaginário matemático na obra Aritmética da Emília, de Monteiro Lobato. De fato, ainda nas primeiras páginas do livro, aparecem expressões como “o país da matemática”, “a terra dos números”, em referência à Aritmética. Aliás, é isso que a composição do título do livro feita com os termos “aritmética” e a expressão “da Emília” sugerem. Nas palavras de Lobato, Aritmética é aquilo que compõe um dos gomos de uma laranja azeda chamada matemática. Chupar essa laranja seria extrair o suco da razão. Mas tanta razão poderia não interessar ao público a que Lobato destinou seu livro – as crianças. Por isso, o nome do referido romance articula-se com a expressão “da Emília”, para adocicar com o tempero da imaginação viva e questionadora, o rigor azedo da ciência. Pois uma Aritmética do Visconde seria uma expressão redundante, uma vez que esse personagem é símbolo do pensamento científico, na obra do escritor. Por certo, ao longo do romance, quem desempenha o papel de professor da turma é o Visconde. No entanto, a Aritmética sai sob o nome de Emília, devido à molecagem aprontada pela boneca, que alterou o nome do “verdadeiro” autor nos manuscritos da aritmética. 

Palavras-chave

imaginário, aritmética, Monteiro Lobato, educação

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