UMA ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DA PERCEPÇÃO DE UM POLIEDRO VISUALIZADO EM CALEIDOSCÓPIO

Marli Regina dos Santos, Rosemeire de Fatima Batistela

Resumo

Neste artigo destacamos a experiência vivenciada na visualização de poliedros em caleidoscópios, atentando para os atos perceptivos que podem desencadear novos atos, análises e investigações na direção da construção do conhecimento, indicando possibilidades no âmbito da geometria e do seu ensino-aprendizagem. Atentamos, em uma perspectiva fenomenológica, para os atos que se efetivam e suas possibilidades de desdobramentos, articulando nossa discussão às ideias merleau-pontyanas quanto ao primado da percepção, que sustenta o encontro do ser no mundo, e às ideias husserlianas quanto à constituição do objeto para o sujeito. Explicitamos termos próprios à fenomenologia, tais como percepção, intencionalidade, corpo-próprio, consciência, mundo-vida, trazendo situações que nos conduzam aos sentidos e significados no âmbito dessa perspectiva, permitindo o desvelar do encadeamento das ideias destacadas e das análises efetuadas. Adentramos por aspectos da geometria, apresentando conceitos e ideias envolvidos na visualização de poliedros em caleidoscópios, focando nossa atenção nas diferentes experiências de percepção e compreensão do poliedro, destacando as vivências intencionais, a constituição da totalidade do percebido e a comunicação entre sujeitos.

Palavras-chave

Fenomenologia; Poliedros de Arquimedes; Percepção.

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