A CONTRUÇÃO DAS IDENTIDADES E AS FORMAS DE SOCIEDADE ENTRE FAMÍLIAS RESIDENTES EM CORTIÇOS NA CIDADE DE SÃO PAULO

Neide Maria de Almeida Pinto

Resumo

Este artigo teve como objetivo analisar as formas de sociabilidades entre a vizinhança residente em cortiços situados em bairros das grandes metrópoles no Brasil. A pesquisa foi realizada com 28 famílias residentes na cidade de São Paulo, nos bairros de Sé, Mooca, Campos Elíseos e Vila Alpina. A análise procurou enfocar o lugar específico ocupado pelo grupo das famílias encortiçadas, que configura um território delimitado pelas difetentes identidades que compõem. Subjacente á idéia de território, sobrepõe-se a idéia de pertinência, ou seja, cortiços enquanto territórios identitários - espaços coletivos de apropriação e de solidariedade, de intimidade cotidiana, de relação mais pessoais, do partilhar de carências, ou de outro lado, por vezes se definindo como territórios não-identitários, não-históricos, os "não-lugares", nos termos de Marc Augé.

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