Industrialização E Emprego Formal: Avaliação Empírica No Ceará Vis-A-Vis O Piauí – 1998/2008

Luís Abel da Silva Filho, Silvana Nunes de Queiroz, Adriano Olivier de Freitas e Silva

Resumo

Este artigo procura comparar o perfil da indústria de transformação instalada no Ceará e no Piauí nos anos de 1998 e 2008, além de analisar as características socioeconômicas dos seus trabalhadores. Para tanto, considera-se o número de estabelecimentos industriais, a distribuição do emprego por ramo de atividade, o número de trabalhadores por setor da indústria de transformação, a quantidade de empregados por tamanho do estabelecimento, sexo, faixa etária, grau de instrução, tempo de serviço, faixa de remuneração, média salarial por nível de escolaridade, e remuneração média por setor da indústria de transformação. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Ao comparar o Ceará com o Piauí, objetiva-se fazer uma análise da dinâmica recente do mercado de trabalho desses estados, que tradicionalmente figuram dentre os mais pobres do país. Como forma de melhorar os seus indicadores socioeconômicos e sociodemográficos, desde o início dos anos 1990, o Ceará e o Piauí seguem adotando políticas de incentivos fiscais para atrair indústrias para as suas Unidades da Federação. Os principais resultados, por um lado, são positivos, e apontam que entre 1998 e 2008, o Ceará e o Piauí foram beneficiados, respectivamente, com 3.678 e 876 unidades industriais, o que possibilitou a abertura de novos postos de trabalho formais. Por outro lado, os dados mostram que esses empregos são precários em ambas as UFs, caracterizados por alta rotatividade, salários baixos, além de elevada seletividade por sexo, idade e escolaridade.

Palavras-chave

Emprego Formal; Indústria; Ceará; Piauí

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