Competitividade do etanol em áreas tradicional e de expansão na região Centro-Sul

Sérgio Gomes Tôsto, Jaenes Miranda Alves, Danielle Parente Torres, Joaquim Lima Filho

Resumo

A cadeia do agronegócio da cana-de-açúcar é uma das que mais tem contribuído para o crescimento econômico do Brasil, na safra de 2010-2011 foi plantado 8,1 milhões de hectares produzindo 28 bilhões de litros de etanol e para a safra de 2011-2012 a previsão é de 33 bilhões de litros de etanol, elevando o Brasil como o maior produtor mundial de etanol. Este trabalho tem como objetivo verificar a competitividade do etanol brasileiro através da Matriz de Análise Política- MAP considerando uma área de cultivo tradicional e outra área de expansão da cana-de-açúcar. O instrumental utilizado para essa análise foi a Matriz de Análise de Política - MAP desenvolvida por Monke e Pearson (1989), os resultados mostram que as lucratividades privada e social foram positivos, indicando competitividade e eficiência econômica, respectivamente, para as duas cadeias. A cadeia do etanol em área tradicional foi a mais competitiva e com maior eficiência econômica por apresentar maior valor em ambas lucratividades. As transferências associadas à produção para as cadeias apresentaram valores positivos. O maior valor positivo na cadeia da área de tradicional reflete os altos preços ou receitas privadas nessa cadeia, indicando que há transferência positiva da sociedade para o setor produtor.

Palavras-chave

Desenvolvimento regional; Matriz de análise política; Indicadores privado e social.

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