A RESISTÊNCIA À COLONIALIDADE E A SUBSERVIÊNCIA COLONIAL. A HERANÇA DO COLONIALISMO NA POESIA AFRICANA DE JORGE BARBOSA E VIRIATO DA CRUZ

Silvio Ruiz Paradiso

Resumo


A partir da década de 60, houve na África uma onda maciça de processos de independência. Entretanto, tais processos não significavam, efetivamente, processos de descolonização. De acordo com Fanon (1961), a descolonização também se baseia, não só no contexto territorial e político, mas principalmente, mental e ideológico. Enquanto algumas ex-colônias resistem à hegemonia colonial ainda perceptível na cultural local, outras são coniventes com o processo colonizador e/ou com a herança colonial. Desta forma, analisar-se-á na poesia africana lusófona a subserviência e a colonialidade nas letras de “Prelúdio” (1956), do cabo-verdiano Jorge Barbosa, e a resistência à colonização, com o angolano Viriato da Cruz, com o poema “MaKézú” (1961). O processo de colonização não é somente do território geográfico, que almeja a tão sonhada libertação. O mesmo deve acontecer com a mentalidade e imaginário dos que vivem na colônia, subjugados por ideologias e valores dos antigos colonizadores.


Palavras-chave


pós-colonialismo; literatura africana lusófona; resistência; subserviência

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