DOS PORÕES DA DITADURA AO FILTRO DA MEMÓRIA: LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA – RESISTÊNCIA E EXÍLIO

Paulo Bungart Neto

Resumo


O artigo analisa diversos aspectos relacionados aos textos memorialísticos dos exilados pela ditadura militar brasileira (1964-1985), sobretudo o “efeito dominó” das narrativas sobre a resistência, a intertextualidade entre essas obras e o papel do exilado na tentativa de construção de uma revolução que ultrapassasse os limites nacionais. Tendo como corpus obras autobiográficas tais como a trilogia iniciada por Fernando Gabeira com O que é isso, companheiro?, as narrativas de Alfredo Sirkis (Os carbonários e Roleta chilena), de Flávio Tavares (Memórias do esquecimento), de Alex Polari (Em busca do tesouro) e de Carlos Eugênio Paz (Viagem à luta armada), dentre outras, e como referencial teórico autores como Andreas Huyssen, Beatriz Sarlo, Leonor Arfuch, Tzvetan Todorov e Michael Pollak, o artigo visa a reflexão sobre o memorialismo dos exilados e presos políticos como afirmação contundente de um período crucial da história e da memória coletiva brasileira.

Palavras-chave


memórias; ditadura militar; literatura brasileira contemporânea.

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