A MANUALIZAÇÃO DO SABER LINGUÍSTICO E A CONSTITUIÇÃO DE UMA LINGUAGEM NÃO SEXISTA

Dantielli Assumpção Garcia, Lucília Maria Abrahão e Sousa

Resumo


Mobilizando as noções de gramatização (AUROUX, 1992) e manualização (PUECH, 1998), analisaremos, neste trabalho, o Manual para o uso não sexista da linguagem: o que bem se diz bem se entende (2014, Brasil) e o Nombra: la representación del femenino y el masculino en el lenguaje (1995, Espanha). Esses manuais propõem o uso de uma linguagem inclusiva em que o gênero feminino seja colocado em evidência nos usos linguísticos. Considerando os manuais como um instrumento tecnológico e como um produto sociocultural de vulgarização de um saber sobre a língua, pretendemos analisar como a proposta dos manuais de uma linguagem não sexista, inclusiva de gênero, amparada em leis, decretos, funciona como uma política linguística, a qual busca controlar os usos linguísticos, feminizar a língua e atender a demandas feministas que clamam por uma posição legitimada à mulher, seja na sociedade ou nos usos que esta faz da língua ao enunciar-se.

PALAVRAS-CHAVE: Manuais – Linguagem não sexista – Mulher 


Palavras-chave


Manual; Linguagem Não Sexista; Mulher

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