NOTAS SOBRE A ATUALIDADE DO CONCEITO DE FORMAÇÃO DISCURSIVA

Jefferson Voss

Resumo


O presente artigo tem como objetivo discutir alguns pontos da história da formulação e aplicação do conceito de formação discursiva na relação entre três textos franceses igualmente enunciados em solo brasileiro. Os textos são de Jean-Jacques Courtine, Jacques Guilhaumou e Dominique Maingueneau. Os nomes não são aleatórios: trata-se de três autores que constituem conceitos na rede de formulações teóricas da Análise de Discurso na França e que são recorrentemente citados na manutenção desse domínio de saber no Brasil. Por isso mesmo, o que justifica meu texto é a necessidade de ler no encontro dessas três enunciações uma tentativa de garantir atualidade ao conceito de formação discursiva para o a priori histórico do discurso da Análise de Discurso no Brasil. A fim de dar consistência teórica à análise, me volto paradoxalmente ao texto de Michel Foucault (1971), A Ordem do Discurso, em que ele traça quatro princípios para o exame da função de existência do enunciado: a especificidade, a inversão, a descontinuidade e a exterioridade. Dando relevo ao princípio da especificidade do enunciado na série enunciativa, procuro demonstrar que muito mais que uma verdade ontológica, ou um texto fundador, ou a especificidade de um pai, a circulação de um conceito está determinada à vontade de verdade que dá condições às práticas discursivas que lhes são subjacentes. 

Palavras-chave


Formação discursiva; Análise de discurso francesa; História das ideias linguísticas

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