A DISCURSIVIZAÇÃO DE UM CORPO QUE (NÃO) PARA

Glaucia da Silva Henge

Resumo


Ao tomar duas peças publicitárias, “menino-sofá” e “seu corpo não foi feito para ficar parado”, discuto, a partir da perspectiva da Análise de Discurso francesa, a contradição presente na discursivização do corpo, naquilo que prefiro chamar de dialética do corpo contemporâneo, marcada por velocidade/lentidão, movimento/estagnação, liberdade/aprisionamento. O discurso midiático, e mais precisamente, neste caso, o discurso publicitário emerge como a atualização de enunciados que remetem ao delineamento dos saberes sobre a sociedade capitalista e os seus impactos sobre o sujeito, interdito em seus movimentos e instigado a não parar pelo excesso de atividades. Assim, pelo trabalho da memória, desenvolvo a relação entre memória discursiva, enquanto rede de reformulações em seus efeitos de repetição, negação, transformação de já-ditos, e a forma-sujeito contemporânea, alcançando, desta forma, uma descrição do movimento de discursivização do corpo contemporâneo interpelado pela ideologia a significar-se como tal. 


Palavras-chave


discurso; memória; corpo

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