FICÇÕES DE SI: UM OLHAR SOBRE MARCAS DE NASCENÇA, DE NANCY HUSTON

Wellington Freire Machado

Resumo

O presente ensaio analisa duas obras da escritora canadense Nancy Huston: Marcas de nascença e A espécie fabuladora.  A ideia principal é subsidiar a leitura da primeira com base nas reflexões suscitadas pela segunda obra, sobretudo no que diz respeito ao aspecto relativo a temas, tais como o Sentido e a (re)invenção de si próprio. A relevância destes conceitos efetivar-se-á em uma imersão no universo dos quatro personagens principais do romance Marcas de nascença: Sol, Randall, Sadie e Kristina. O ensaio centra-se em buscar a essência do Sentido na vida de cada um desses personagens, sempre considerando dois aspectos vitais e indiscrimináveis: o tempo e o espaço em cada um deles. Para tanto, a medida do oportuno, considerar-se-ão conceitos de literatura e cultura, tais como o conceito de Americanidade, bem como os de Americanização, Identidade, Ficção e Reconhecimento. Assim, o presente ensaio divide-se em duas partes. A primeira auspicia-se na ideia matter expressa por Huston em A Espécie fabuladora ― a da busca incessante pelo Sentido que culmina na moldagem de identidades ― para buscar compreender desde essa ótica a ocorrência de certos fenômenos culturais dos quais são frutos alguns personagens de Marcas de Nascença. Já a segunda, observará cada um dos quatro personagens principais e reforçará a ideia inicial sugerida (a de que os personagens do livro são partes constituintes de uma matriz comportamental vital para a existência humana), unindo então as pontas dos dois temas desenvolvidos: o das marcas de nascença transmitidas através de quatro gerações e a forma como estas marcas se registram ao longo de cinquenta e seis anos de história.

Palavras-chave

Nancy Huston; Americanidade; Identidade;

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