A FORMAÇÃO DO LEITOR: ENTRE IMPOSIÇÕES E LIBERDADES

Maria Ester Vieira Sousa, Raquel Monteiro Freitas

Resumo

Neste artigo, pretendemos enfocar a temática da leitura e da formação do leitor, universo já tão saturada de discursos, priorizando a perspectiva do leitor e de suas histórias de leitura na escola e fora dela. Para dar conta desse objetivo, analisaremos relatos de leitura de alunos do curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba. Os dados foram coletados a partir de uma produção textual, na qual os alunos deveriam fazer um relato de suas histórias de leitura, solicitada no período 2013.1 pela professora da disciplina Leitura e Produção de Texto I, oferecida no primeiro período do referido Curso. Objetivamos analisar concepções, funções e valores atribuídos à leitura subjacente aos discursos desses leitores. Como embasamento teórico-metodológico para a análise dos dados, este trabalho se pauta principalmente em autores que concebem a leitura como prática social e cultural – a exemplo de Certeau (1994), Chartier (1999a, 1999b, 2009) Abreu (1999), Autor (2009, 2011 e 2014). Nessa perspectiva, o leitor é uma figura que oscila entre aquilo que as instituições determinam e as operações efetivas de leitura que denunciam a existência de uma ação que não se recobre pela passividade. A análise demonstrou que a formação do leitor caminha entre liberdades de escolhas dos objetos da leitura e obrigações, principalmente, estabelecidas no interior da instituição escolar. Além disso, percebemos que o leitor atribui diferentes valores e funções à leitura, decorrentes, principalmente, do modo a partir do qual ele se apropria dos objetos de leitura.

http://dx.doi.org/10.5935/1981-4755.20170008 

Palavras-chave

Leitura. História de leitura. Formação do leitor.

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