A AUTORIA NO GÊNERO ENTREVISTA PINGUE-PONGUE

Nívea Rohling da SILVA, Rosângela Hammes RODRIGUES

Resumo


Este artigo discute a concepção de autoria no gênero entrevista pingue-pongue, do jornalismo de revista. A fundamentação teórico-medotodológica insere-se na teoria de gêneros do discurso e da análise dialógica do discurso do Círculo de Bakhtin. Os dados de pesquisa são compostos por 52 entrevistas pingue-pongues, publicadas nas revistas semanais CartaCapital, ISTOÉ e Veja, no período de 4 de outubro a 8 de novembro de 2006. A pesquisa mostrou um complexo processo de co-autoria entre jornalista e editoria. Nesse processo, cabe à editoria a responsabilidade de realizar o acabamento do enunciado; dar o "tom" apreciativo à entrevista ao escolher, dentre as perguntas realizadas na entrevista face a face, quais serão, de fato, publicadas; é ela quem tem autonomia para decidir sobre os "cortes" mais importantes, em outras palavras, é a editoria que define o que tem validade ou não, fazendo, assim, o enquadramento do discurso do entrevistado.


Palavras-chave


Autoria; Gênero do discurso; Entrevista pingue-pongue; Círculo de Bakhtin.

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DOI: https://doi.org/10.5935/rl&l.v10i19.2444

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