O (DESEN)CANTO DO PÁSSARO: MEMÓRIA E TESTEMUNHO EM VERSOS DE CACASO

Débora Racy Soares

Resumo


O objetivo deste texto é percorrer alguns versos de Antônio Carlos Ferreira de Brito (Casaso) procurando demonstrar não apenas suas oscilações, mas também sua fundamental articulação com o momento de produção. A realidade excessiva, concebida como trauma, difícil de ser assimilada, é exposta em poemas cujas feridas dão testemunho da impossibilidade e, ao mesmo tempo, da necessidade de dizer. Dizer para, catarticamente, expulsar a dor e libertar a memória traumática. A resistência à lembrança e o enfrentamento da dor se alternam nesta poética, sugerindo a dificuldade de reconciliação. Alguns conceitos como trauma, memória e testemunho serão elucidados.

Palavras-chave


Cacaso, 1970, poesia, testemunho, trauma, memória, dor

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DOI: https://doi.org/10.5935/rl&l.v11i21.4183

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