DIVERSIDADE, ENSINO E LINGUAGEM: QUE DESAFIOS E COMPROMISSOS AGUARDAM O PROFISSIONAL DE LETRAS CONTEMPORÂNEO?

Sávio Siqueira

Resumo

Em linhas gerais, podemos conceituar diversidade como a expressão de opostos (BARROS, 2008). Apesar de o atual processo de globalização preconizar homogeneização de vários tipos e nas mais diversas áreas, o suposto ‘mundo plano’ jamais poderá expressar o todo sem considerar as partes. Nesse contexto de diferentes formas de se estar no mundo, a aprendizagem de línguas é condição fundamental para a educação para a cidadania, é a chave para se conhecer outros povos (BYRAM, 2006). Sendo assim, os processos educacionais têm passado por mudanças significativas, suscitando, dentre outras coisas, posturas condizentes com a nova ordem mundial, onde a preparação de aprendizes para exercerem seus direitos em nível global e se apoderarem de mecanismos que garantam sua cidadania intercultural vem, cada vez mais, conquistando espaço. A educação linguística não foge à regra. Nas suas hostes, começam a ser demandados discursos e práticas pedagógicas que levem em consideração o caráter sociopolítico de todo processo educacional. Isto é, uma educação linguística acima de tudo igualitária, que preze pela diversidade e privilegie a inclusão ampla e irrestrita, abrindo espaço, principalmente, para aprendizes oriundos de classes menos abastadas e de grupos historicamente marginalizados. Tomando a questão da diversidade humana como pano de fundo, o artigo pretende discutir o papel do profissional de Letras contemporâneo, chamando a atenção para os desafios e compromissos que o aguardam em diferentes níveis e para a posição central que este ocupa no momento crucial da sociedade global em que se luta pela (re)construção histórica, cultural e social de nossas diferenças.

Palavras-chave

Diversidade; Ensino; Linguagem; Profissional de Letras.

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