SÃO PAULO-SAMPA-SP: AS MÚLTIPLAS FACES DA METRÓPOLE

Paulo Cezar Konzen

Resumo

A cidade é um símbolo da sociabilidade humana, lugar de encontro e de vida em comum — e, neste sentido, seu modelo é a polis grega. Mas é também um símbolo da diversidade humana, em que convivem massas de pessoas que não se conhecem, não se reconhecem ou mesmo se hostilizam; e aqui o modelo não é mais a cidade grega, e sim Babel.As percepções da cidade embutidas nas canções e no texto literário estão de acordo com os adjetivos que mais facilmente vêm à mente quando se pensa em São Paulo: trepidante, tentacular, vertiginosa. São Paulo não provoca admiração, como outros lugares — pelo menos, não no que a palavra admiração tem de benigno e suave. Provoca pasmo, este sentimento em que a admiração supera-se em susto — consequência do gigantismo, da onipresente sensação de urgência, da inquietante consciência de se estar num labirinto urbano que se prolonga ao infinito. Esta pesquisa pretende evidenciar de que formas a maior metrópole brasileira é descrita tanto na música como na literatura brasileira, momento no qual será possível estabelecer sentidos para as diferentes leituras do espaço urbano.

Palavras-chave

Literatura; Música; São Paulo; Literatura Comparada.

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