Uma geografia do menino - pai do homem

Cláudio Benito Oliveira Ferraz

Resumo

Esse artigo, que faz parte de um trabalho maior, objetiva discutir outras maneiras de se elaborar o pensamento e a linguagem científica da geografia, demonstrando a possibilidade de se fazer geografia a partir de experiências particulares, exemplificando com aspectos singulares e banais, além de priorizar a importância da abordagem artística como elemento a ajudar a leitura do mundo cotidiano. O espaço cotidiano é central para uma análise geográfica fundamentada na vida humana, capaz de contribuir para o melhor entendimento do mundo e não apenas dizer como é o mundo, portanto, a busca pela verdade, entendendo esta como algo definitivo e acabado, não pode ser o objetivo da produção do saber científico, mas deve-se buscar a verdade enquanto um elemento que deixe mais claro os significados diversos em que o mundo se encontra. A verdade na geografia é a capacidade de cada ser humano ler as imagens que o envolve e dar sentido paisagístico para estas, permitindo entender a lógica espacial em que está vivendo. O uso de poesias e de romances nesse artigo, permitem contribuir para melhor exemplificar o como entender a minha geografia a partir de meu filho, uma geografia comum a todos os seres, cada um com sua especificidade, mas comum a todos.

Palavras-chave

Geografia; Ciência, Arte; Linguagem; Cotidiano

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