Fronteira e horizontalidade: o caso das cidades gêmeas de Tabatinga e Letícia

Emerson Flávio Euzébio

Resumo

As cidades situadas na fronteira ocidental da Amazônia constituem rica área a ser estudada. Nas últimas três décadas a estrutura urbana e populacional da Amazônia sofreu modificações significativas. A população urbana passou de 59% para 79% (IBGE, 2010). Nesse movimento destaca-se a centralidade que vem se desenvolvendo em torno das cidades gêmeas fronteiriças: Tabatinga (Brasil) e Leticia (Colômbia). O objetivo da pesquisa é compreender a dinâmica territorial do subespaço das cidades gêmeas Tabatinga-Leticia situadas na tríplice fronteira do Alto Solimões: Brasil, Colômbia e Peru, partindo da análise da densidade de fixos, fluxos e normas e analisar o significado da horizontalidade presente no subespaço para o desenvolvimento econômico, social e cultural. A pesquisa vem sendo realizada sobre fontes nacionais e colombianas seguinda de trabalho de campo; coleta de dados primários e secundários; entrevistas em órgão oficiais e instituições públicas e privadas localidades no subespaço. O inventário dos fixos, levantamento da densidade normativa e análise dos fluxos associado ao estudo da fomação sócio-espacial das sociedades envolvidas nos permitiu compreender como fluidez territorial e porosidade territorial têm contribuído para a consolidação de uma horizontalidade genética que tem se traduzido em desenvolvimento econômico e social e vem conformando uma centralidade regional.

Palavras-chave

Amazônia; fronteira; cidades gêmeas; Tabatinga; Leticia;

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