O LAGO DE ITAIPU COMO TERRITÓRIO FRONTEIRIÇO DA PESCA: SÃO MIGUEL DO IGUAÇU-PARANÁ (BRASIL) – HERNANDARIAS-ALTO PARANÁ (PARAGUAI)

Graziele Ferreira

Resumo

Na Fronteira de dois países, Brasil e Paraguai, especificamente entre os municípios de São Miguel do Iguaçu, no Paraná/BR e Hernandarias, no Alto Parana/PY, encontra-se o Lago de Itaipu, da usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, palco da atuação de pescadores artesanais, que sobrevivem do seu trabalho nessas águas. Este artigo tem o objetivo de analisar e refletir sobre o limite fronteiriço do Brasil e do Paraguai no Lago de Itaipu, onde pescadores de ambas as nacionalidades transitam e usam o território para pescar; bem como compreender a relação estabelecida entre esses sujeitos, que buscam constantemente seu pescado sem inferir no limite sobre as águas. Para cumprir esse objetivo realizou-se uma breve discussão sobre o conceito de fronteira e território, para compreender esse fenômeno contemporâneo transfronteiriço dos pescadores, ou seja, para compreender as dimensões das relações estabelecidas entre os sujeitos, as interferências e as normatizações desse processo, buscando entender o conceito de pescador e fazer algumas considerações da relação com o ambiente de trabalho. Todo o levantamento de dados ocorreu com as informações obtidas junto à Colônia de Pescadores Z11, de São Miguel do Iguaçu-PR e junto a órgãos como o Ministério da Pesca e Aquicultura (MAP) e a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Paraná (SFPA-PR), bem como dados da pesca do Paraguai.

Palavras-chave

Lago de Itaipu; Pescadores; Território; Fronteira.

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