“ESPERA AÍ, PAISANO” O TESTEMUNHO DE GRACILIANO RAMOS EM VIDAS SECAS E MEMÓRIAS DO CÁRCERE.

Luís Alfredo Galeni

Resumo


Graciliano Ramos deixou relatos literários importantes sobre acontecimentos da história do Brasil durante a ditadura de Vargas. Esses relatos, revestidos do caráter literário, possuem seu valor de testemunho e de construção de memória histórica. As sociedades tendem a lançar luz sobre determinados momentos históricos e apagam outros; por tal motivo as obras Vidas Secas e Memórias do Cárcere podem ser importantes para a rememoração histórica. Apoiado no conceito de mimesis do crítico literário alemão Erich Auerbach, conduziremos nossa análise para a questão do testemunho individual de Graciliano Ramos, que mesmo recorrendo aos usos do subjetivo, da ação reduzida à esfera da memória e do pensamento, as duas obras – uma memorialista e a outra ficcional – não perderam em verossimilhança, pelo contrário, realçaram os contornos da realidade concreta de um período triste da historia do Brasil.

Palavras-chave


Ramos, memória histórica, testemunho.

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