FUXICO DO CORPO FEMININO QUE GALOPA: DE PERFORMANCE E LITERATURA

Alai Garcia Diniz

Resumo


Minha proposta é refletir sobre uma dança típica do Paraguai, tomada como um dos ícones folclóricos do país vizinho, principalmente a partir da ditadura de Stroessner que buscava símbolos de nacionalidade para camuflar o autoritarismo, o encerramento político e as profundas assimetrias econômicas e sócio-culturais entre o campo e a cidade, entre a grande maioria falante do guarani e a elite falante do castelhano. O propósito do regime era organizar simbolicamente o nacionalismo. Ler a galopera  a partir de outro paradigma como o da performance e desde configurações ficcionais de Augusto Roa Bastos e de um de seus temas ensaísticos, o da literatura ausente é um dos elementos do “fuxico”. Neste ato de coser a diglossia, dada pela hierarquia entre o guarani e o castelhano, aprofundo a reflexão sobre o âmbito da galopera e suas derivações na atualidade. Ao ler uma dança, uma arte corporal como essa, a intenção é expandir o domínio da crítica literária latino-americana a outros repertórios (Taylor) que a performance como categoria epistemológica torna possível, pois um dos afazeres da literatura está em vir a ser uma máquina de ler o mundo (Michel de Certeau).   


Palavras-chave


Literatura; Paraguai; A. Roa Bastos; performance, la galopera

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