OPERAÇÃO SÍSIFO: PEDRAS E PÉROLAS NA FORMAÇÃO DE LEITORES

Marta Morais da Costa

Resumo

A formação de leitores, enquanto um processo infinito enquanto dura, depende de conhecidas e, em contraste, inimagináveis mediações. O papel da família, da escola, dos meios de comunicação, das bibliotecas, da crítica especializada, das editoras é por demais conhecido. Como o caminho de iniciação à leitura é formado também por atalhos, o evoluir da história humana segue apontando para inusitados percursos de formação. Dada a importância crescente da comunicação e da tecnologia, mediações se configuram em espaços e com agentes incomuns, com recursos de múltiplas linguagens, combinados e integrados. Nesta ciranda de textos, livros, guias, congressos e cursos que constituem a formação continuada de professores, as atualizações atingem também o material didático que circula em salas de aula e que embasa o trabalho de formação de leitores no espaço escolar.  Uma das propostas surgidas nestes últimos anos é o “Almanaque do leitor”, editado pela Editora Positivo em 2015-2016, que tem por princípio organizacional a relação entre literatura e formação de leitores. É composto por uma coleção de 10 volumes, que abrangem do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental de escolas de tempo integral, acompanhados dos textos literários e de um guia para orientar a mediação dos professores. Como autora deste Almanaque trago neste artigo certezas e dúvidas a respeito das limitações estabelecidas pela minha história de leitura presentes nos livros que escrevi.

Palavras-chave

Leitura. Formação de leitores. Almanaque do leitor. Literatura e leitura.

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