ENREDANDO VIDA EM VIDAS SECAS

Salete Paulina Machado Sirino

Resumo

Vidas Secas escrito em 1937, em capítulos independentes destinados à publicação na imprensa, mais tarde publicado em forma de romance, estruturado em treze capítulos, em cujo romance o enredo pode ser entendido como estanque ou imbricado um ao outro, já que se constitui de uma série de episódios justapostos e interligados. Neste sentido, a forma de escrita com ênfase em episódios pode inspirar, na atualidade, para além da própria escrita literária concisa, a linguagem cinematográfica voltada à produção de séries para televisão. A obra de Graciliano Ramos – que teve suas principais obras adaptadas ao cinema – abrange acontecimentos inerentes ao processo de formação do Brasil contemporâneo, por este motivo, ultrapassa os muros de um regionalismo, pois o mundo vivido por seus personagens reproduz a realidade brasileira como um todo. Nesta realidade recriada pelo romance, a forte presença do clima de tensão entre o homem e o meio natural/social desnuda atitudes humanas de diferentes posições econômicas, políticas e sociais. Neste estudo, reflete-se sobre os elementos estruturantes do enredo de Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos, que demarcam uma estética realista, capaz de, ficcionalmente, recriar a vida de uma realidade social latente, bem como propiciar, ao leitor, o conhecimento crítico sobre tal realidade.

Palavras-chave

Enredo. Ficção e Realidade. Vidas Secas.

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