O OLHAR DE SOL(L)ER

Wilma Nunes Rangel

Resumo


Entre o universo sutil feminino e o exílio, entre as janelas da memória e as pontes solitárias, entre os sonhos proibidos e os rostos amados, entre o olhar de mulher e o pulso no papel, entre a justiça e a prisão, este texto foi elaborado, tendo como objetivo apresentar Carmen Soler (1924-1985), paraguaia, professora bilíngue, tradutora e escritora desconhecida nos livros de crítica literária e histórica, por sua posição ideológica revolucionária. Suas obras são inexistentes e desconhecidas no Brasil. Analisaremos sua obra Poesias (1970), reportando com sua lírica sua experiência inegável no período histórico da ditadura em seu país. Postumamente, sua obra respira seus novos livros, honra por reconhecimento brasileiro, com a riqueza expressiva que só os grandes poetas têm. Ao primeiro olhar sabemos que ditadura não combina com poesia, ao contrário, abomina qualquer expressão crítica no sentido de uma sociedade mais humana. A arte de Soler defende seu povo e o câmbio foi alto demais, uma vez que a repressão política e social tirou sua terra e identidade.


 



Palavras-chave


Carmen Soler; Olhar; Poesia; Memória; Escrita de autoria feminina.

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