MEMÓRIA, CONTROLE E HISTÓRIA: UMA ANÁLISE DE NACIÓN VACUNA (2017) DE FERNANDA GARCÍA LAO

Kelly Luciana Bueno, Antonio Rediver Guizzo

Resumo


Em Nación Vacuna (2017), de Fernanda García Lao, a Argentina se encontra dividida. Dois anos após a vitória da Guerra das Malvinas, os soldados argentinos ainda não podem retornar para casa, uma vez que o inimigo, antes de sua retirada estratégica, envenenou em segredo as águas, derramando até a última gota do combustível argentino. Os que não morreram, tornaram-se vítimas da própria loucura. Com a possibilidade de contágio, os soldados, conhecidos como los envenenados de las M, permanecem isolados na ilha até que uma solução seja encontrada. Uma Junta é formada para governar o país, e algumas medidas se tornam necessárias, dentre elas, um projeto que promete a salvação da pátria argentina. A partir desse contexto percebe-se que, através de mecanismos biopolíticos e a declaração de um estado de exceção, o poder soberano se torna capaz de recriar a história argentina através da manipulação dos cidadãos. O controle da história serve, nesse caso, para administrar os afetos da população pelo governo, garantindo a coesão social necessária. Para compreender como, dentro da narrativa, o governo manipula a verdade e reformula a história do país, será utilizado como aporte teórico principal as considerações de teóricos como Giorgio Agamben e Michel Foucault.

Palavras-chave


Nación Vacuna; Biopolítica; Controle; Memória; Literatura argentina.

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