GRITOS E SANGUE ENTRE PAREDES MUDAS: MEMÓRIA E SILENCIAMENTO DE LOCAIS TRAUMÁTICOS

Anairan Jeronimo, Carlos Henrique lopes de Almeida

Resumo


Neste artigo analisamos o silenciamento que recai sobre a memória de locais traumáticos, em especial as representações dos locais de tortura perpetrada pelo Estado, reproduzidas em narrativas que evocam as lembranças de contextos ditatoriais no Brasil e na Argentina. O objetivo é refletir sobre as forças sociais que conduzem ao esquecimento desses locais e apontar formas de resistência a esse cenário. Tecemos uma leitura dos contos A mancha (2004), de Luís Fernando Veríssimo, e “A hospedaria” (2017), de Mariana Enríquez, para compreender como o contato com os locais traumáticos evoca memórias torturadas e como a literatura assume uma posição ética de resistência ao silenciamento dessas memórias.

Palavras-chave


Locais traumáticos. Memória. Silenciamento. Resistência

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