Literatura no cinema: o diálogo entre a arte literária e a arte cinematográfica em Frankenstein, de Mary Shelley

Sirlene Cristófano

Resumo

Entre a literatura e o cinema, podemos afirmar que as relações existentes são de inúmeras as possibilidades: em determinados momentos o cinema faz uso da literatura, e em outros a literatura se utiliza do cinema. Sabrina Sedlmayer (2004) ressalta que descobriu as duas artes: a cinematográfica e a literária. Para a autora escrever já era fazer cinema, pois entre escrever e filmar existe uma diferença quantitativa, não qualitativa. Existem diversos estudos em torno das relações e diferenças existentes entre as artes literárias e cinematográficas, com o objectivo de analisar como se executa a adaptação da literatura para a tela de cinema. Assim, as informações que compõem as duas narrativas mostram-se para características específicas e no mesmo momento incompatíveis às duas construções: os personagens e suas sensibilidades, o espaço, a narrativa, além da adaptação. Partindo disto, este artigo pretende por meio do diálogo entre a produção literária de Mary Shelley, Frankestein ou o Moderno Prometeu (2001) e as produções cinematográficas “Frankenstein: The man who made a monster”, de James Whale (1931) e “Mary Shelley’s Frankenstein”, de Kenneth Branagh (1994) manifestar as características comuns entre as duas artes: cinema e literatura. Nesta linha, procuramos discernir as suas ligações, uma vez que as duas produções artísticas têm suas características no ensejo de sua construção, levando em conta que, a obra literária evidencia-se de maneira mais específica e delineada enquanto a obra cinematográfica de forma mais agregada em relação à literatura.

Palavras-chave

Literatura; Cinema; Diversidade de dircurso.

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