Germinação in vitro e criopreservação de sementes de paineira-rosa

Débora de Oliveira Prudente, Fernanda Carlota Nery, Laís Silveira da Silva, Renato Paiva, Michele Valquíria dos Reis, Marcela Carlota Nery

Resumo

A paineira-rosa (Chorisia speciosa St. Hil) é uma espécie arbórea de grande importância na recuperação de ecossistemas degradados e matas ciliares, porém, o armazenamento convencional das sementes aumenta a incidência de fungos, causando deterioração e lesões nas plântulas. Objetivou-se estabelecer protocolos de germinação in vitro e de criopreservação para o armazenamento em longo prazo das sementes de paineira-rosa. Para a germinação in vitro, testou-se os meios de cultura MS e WPM, três níveis de pH (4,8; 5,8 e 6,8) e três concentrações de sacarose (0; 15; 30 g L-1). Para a criopreservação, as sementes foram submetidas à secagem em sílica gel e fluxo laminar por diferentes tempos (0, 1, 2, 3 e 4 h) e em seguida, foram armazenadas em nitrogênio líquido (-196 ºC) por 24 h, descongeladas em banho-maria (38 ºC) por quatro min e inseridas em tubos de ensaio contendo meio de cultura WPM. As sementes de paineira-rosa apresentaram germinação superior em meio de cultura WPM (84%). O pH corrigido para 5,8 e a concentração de 15 g L-1 de sacarose favoreceram a germinação das sementes, com 82% e 79%, respectivamente. O teor de água inicial das sementes de paineira-rosa foi de 14%. Após 4 h de desidratação em sílica gel e fluxo laminar, o teor de água foi de 7,8% e 6,8%, respectivamente. Não houve perda significativa da viabilidade das sementes submetidas à 4 h de secagem em fluxo laminar, com germinação de 63,33%. Os resultados alcançados nesse estudo indicam que a germinação in vitro e a criopreservação de sementes de paineira-rosa podem ser obtidos com sucesso.

Palavras-chave

armazenamento em longo prazo; Chorisia speciosa; dessecação; espécie florestal.

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