Treinamento na estimativa da altura de árvores de grande porte em floresta inequiânea

Rafaella De Angeli Curto, Rômulo Môra, Emanuel José Gomes de Araújo, Gilson Fernandes da Silva

Resumo

Objetivou-se avaliar o aumento da exatidão na estimativa da altura total de árvores maiores que 15 metros, mediante treinamento, em duas condições de terreno de uma Floresta Estacional Semidecidual (FES). Foram escaladas e medidas a altura de 211 árvores, distribuídas em terreno plano e declivoso, em uma FES, localizada no estado do Espírito Santo. As mesmas árvores tiveram suas alturas estimadas visualmente por dois mensuradores, tendo um recebido treinamento e o outro não, ambos com auxílio de régua retrátil graduada de 15 m apoiada em cada árvore. Foram definidas três classes de altura: 1 (15-17,9 m), 2 (18-20,9 m) e 3 (>21 m), admitindo-se que possa se perder exatidão com o aumento da altura. Foram aplicados testes de médias, teste t pareado, a 95% de probabilidade, para comparar as alturas médias obtidas com as reais e realizadas análises gráficas de resíduos. Em terrenos declivosos a exatidão das estimativas tende a aumentar desde que realizada por mensurador treinado. Para as duas condições de terreno, independente do treinamento, estimativas mais confiáveis foram verificadas para árvores mais baixas. Verificou-se que o treinamento recebido pode ter sido perdido, sugerindo-se treinamento contínuo.

Palavras-chave

balizamento; Floresta Estacional Semidecidual; régua retrátil

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