Avaliação em larga escala e BNCC: estratégias para o gerencialismo na educação

Marijane Zanotto, Simone Sandri

Resumo

O artigo tem o objetivo de analisar a relação entre políticas de avaliação em larga escala e a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, no sentido de identificar elementos do gerencialismo, nas dimensões do controle e dos resultados educacionais. Apresentamos a seguinte problemática: quais os conteúdos presentes nas políticas de avaliação em larga escala e curriculares que se aproximam da perspectiva gerencial, nas dimensões do controle e dos resultados da educação? Desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, com a utilização de fontes bibliográficas e documentais. Sobre os procedimentos metodológicos, dividimos o estudo em dois momentos: analisamos bibliografias referentes ao Estado, políticas públicas de avaliação, políticas curriculares e perspectiva gerencial na educação; identificamos no conteúdo da BNCC, elementos do gerencialismo e os relacionamos com as políticas de avaliação em larga escala. No artigo, sistematizamos essas etapas metodológicas em duas seções. Nas considerações finais, indicamos como principais resultados do nosso estudo, que a criação de uma base curricular se justifica pela necessidade de intensificação do controle, por parte do Estado, do trabalho pedagógico desenvolvido na escola e do conteúdo a ser ensinado aos alunos, a fim de ajustar o ensino e aprendizagem ao rol de competências e habilidades solicitadas pelos indicadores das avaliações em larga escala. Sob a ótica da BNCC, a finalidade da educação básica passa a ser a mensuração de resultados via processos de avaliações como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes e as avaliações nacionais em larga escala, como a Prova Brasil.

Palavras-chave

Políticas de Avaliação. Políticas Curriculares. Gerencialismo.

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