Subentendido e preservação da face: do enunciado ao texto

Aparecida Feola Sella, Elódia Constantino Roman, Sanimar Busse

Resumo


Pretende-se, neste artigo, ampliar a noção de subentendido proposta por Oswald Ducrot (1987), com o intuito de verificar como essa adapta-se a textos veiculados pela internet. Busca-se reconhecer por meio dos modos de estruturação do discurso uma das formas de manifestação do subentendido, notadamente a da preservação da face diante de uma avaliação do interlocutor não prevista propriamente no interior do enunciado. Pretende-se introduzir algumas reflexões preliminares sobre os engendramentos discursivos que sustentam arranjos sintático-semânticos acionados pelo contexto da interlocução: como a Internet propicia leitores virtuais num continuum, a preservação da face é um dado a ser considerado pelo produtor do texto. O subentendido escapa por vezes dos propósitos intencionais e o objetivo de tentar obter a adesão do interlocutor quanto às proposições apresentadas pode ser prejudicado se não houver o devido monitoramento.


Palavras-chave


discurso; preservação da face; interlocução

Texto completo:

PDF


Direitos autorais