As dinâmicas do monopólio da violência e do controle em um território transfronteiriço e amazônico

Luiz Fábio Silva Paiva

Resumo

O artigo analisa práticas relacionadas ao controle e ao monopólio da violência na tríplice fronteira amazônica. A investigação acompanhou ações do Exército e da Polícia Federal na região do Alto Solimões, em especial, na região de confluência entre Brasil, Peru e Colômbia. Em linhas gerais, o trabalho é resultado de um empreendimento de pesquisa que durou três anos, com acompanhamento sistemático de operações para controle das fronteiras e interlocução com os responsáveis pelo trabalho policial na região. Ao considerar o monopólio da violência uma ação política de Estado, a investigação buscou as práticas estruturantes e as dificuldades enfrentadas por forças policiais para a realização dessa finalidade. O estudo propõe que o monopólio da violência é um projeto político tensionado pelas dinâmicas transfronteiriças. Violências, ilegalismos e crimes, em uma área de extensão e ecossistema peculiar, representam desafio contínuo para forças que devem agir em nome de uma razão de Estado cuja finalidade é o controle efetivo do território nacional. Os resultados mostram como militares e policiais federais vivenciam problemas efetivos para a realização da perspectiva política que, em tese,  orienta seus trabalhos como agentes responsáveis por um princípio basilar do Estado moderno.

Palavras-chave

Monopólio da violência; fronteira; Estado; Amazônia.

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