Ocupar territórios imaginários: a narrativa ficcional de Olívio Jekupé

Paulo Victor Albertoni Lisboa

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir a noção de literatura nativa, a partir das
narrativas ficcionais infantojuvenis de Olívio Jekupé, escritor Guarani. Com uma produção
literária contemporânea que versa sobre trânsitos sucessivos entre a aldeia e a cidade, a casa
e a escola, entre mundos e modos de conhecimento, Olívio Jekupé inscreve em sua literatura
o imaginário Guarani das “andanças” (–guata, “andar” ou “viajar”), do qual são exemplos a
busca pela terra sem mal e a caminhada dos gêmeos Sol e Lua, matéria de ficcionalização.
O diálogo entre crítica literária e etnologia desdobra, portanto, um lugar produtivo para a
compreensão da escrita intermediária de Olívio Jekupé, que anuncia a prerrogativa para os
múltiplos deslocamentos: a existência da tekoa, a produção e reprodução da vida Guarani.

Palavras-chave

Narrativa ficcional; Escrita intermediária; Guarani; Olívio Jekupé.

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