O julgamento espetáculo de Adolf Eichmann

Aline Xavier, Desirée Soares, Beatriz Wey

Resumo

O julgamento do nazista Eichmann não foi o primeiro e nem será o último
em que as garantias jurídicas, bem como a parcialidade do trabalho dos operadores do direito,
estão ausentes. O predomínio da judicialização da política revela elementos extrajudiciais,
marcados pela imprevisibilidade e garantidos por acordos assegurados pelo segredo de justiça.
Como todo julgamento ocorre por meio de um rito, os elementos políticos dificilmente são
identificados, exceto quando os destacamos e interpretamos seus significados e significantes.
Dentre os principais aspectos, nos deparamos com a composição do julgamento; o lugar
ocupado pelo réu; os crimes pelos quais foi acusado; o advogado de defesa; a disposição
do público e demais fatores que tornam todo julgamento politizado em um julgamento
teatralizado.

Palavras-chave

Eichmann, teatralidade, Corte Distrital de Jerusalém, Hannah Arendt

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