Mudanças estruturais das relações de fronteira em face da globalização

Kelly Cardoso Silva

Resumo

O presente trabalho parte da desconstrução do tradicional conceito de fronteira para reatualizá-lo em face das modernas concepções de território, que enfatizam menos o caráter de soberania nacional, e mais como um local de práticas diversas, híbridas, conflitantes e conflituosas. Neste contexto, as fronteiras não configuram mais uma simples demarcação dominial de patrimônio de uma nação, são locais abertos para a formação de riquezas sociais e culturais, que se formam no vão do “espaço” da fissura existente entre o rigorismo do discurso político-jurídico e as contingências da vida. No entanto, essa diversidade coexiste com o processo de expansão do capitalismo, que tem um viés homogeneizante ao estabelecer padrões globais de produção e de consumo, ocasionando grandes desigualdades. Assim, torna-se imperioso demonstrar como os padrões globalizados do capitalismo, por meio de sua matriz de racionalidade homogeneizante, tentam reprimir a heterogenia cultural típica dos espaços fronteiriços.

Palavras-chave

Globalização; capitalismo; heterogenia; fronteira.

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