Indústria Cultural, corpos falíveis e a necessidade de impressionar

Luciana Azevedo Rodrigues

Resumo

Neste ensaio é feita uma reflexão sobre o modo como o corpo e os sentidos humanos vêm reagindo a um progressivo bombardeio de experiências corporais intensas e radicais, promovidos pelos produtos da indústria cultural. Primeiramente o trabalho discute a dominação da natureza no processo de constituição do sujeito esclarecido e resgata os conceitos de formação e semiformação desenvolvidos por Theodor Adorno, para se compreender a natureza dos obstáculos postos pela indústria cultural à educação do corpo e dos sentidos. Posteriormente discorre sobre o desenvolvimento das novas tecnologias no interior dos produtos da indústria cultural e os impactos sobre a excitação máxima dos sentidos humanos. Por fim, reflete acerca da espetacularização do corpo no cotidiano, como um produto da indústria cultural, capaz de atualizar o controle sobre o corpo, especialmente dos elementos não idênticos que o constituem. Para tanto, e retomando o conceito de Adorno e Horkheimer de amor e ódio pelo corpo, reflete sobre a conservação do corpo como natureza não completamente dominada.

Palavras-chave

corpo humano, indústria cultural, Adorno

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