A pesquisa etnográfica com homens na fronteira entre o cárcere e a rua.

Milton Júlio de Carvalho Filho

Resumo

Este artigo descreve o processo de pesquisa etnográfica sobre homens que
viveram a experiência do encarceramento penal no Brasil. Parte da premissa de que o
encarceramento deflagra valores, traumas, comportamentos e atitudes presentes na retomada
da vida desses sujeitos quando das suas saídas das prisões, o que exigiu um processo de
pesquisa que considerou como necessária uma convivência longa com esse “outro”. Foi
utilizado o referencial teórico de Michel Foucault e de Irving Goffman para analisar os
aspectos do regime carcerário e as conseqüências desse passado de prisão na reconstrução
identitária dos sujeitos ao saírem dela. Esse passado presente foi analisado a partir do
diálogo com Michael Pollak para classificar as narrativas em critérios da memória individual e
grupal, analisando suas resignificações.

Palavras-chave

etnografia, identidade, memória, método, pesquisa, prisões

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