O DISCURSO SOBRE O SUJEITO É EPISTEME OU DOXA?

Remi Schorn

Resumo

Praticamente todos os filósofos gregos antigos acreditavam em uma distinçãoradical entre o conhecimento verdadeiro, aletheia ou episteme e a opinião doxa. Protágorasdiscordou dos demais e entendeu que o homem não saber se os deuses existem ou se nãoexistem e por isso, não pode lhes atribuir o conhecimento verdadeiro. Se a verdade não édivina, o conhecimento humano é o padrão, a medida. Da afirmação de que “o homem é amedida de todas as coisas”, pode-se inferir que se trata do homem como sujeito, indivíduoterreno? Platão relaciona a origem do homem à do universo e o indivíduo à polis e ao mundo,mas, imagem desse mundo é a do modelo eterno, impossível de ser comunicado. EmAgostinho, o verdadeiro sujeito não é o homem, mas Deus, que pode ser reconhecido,entretanto, não pode ser comunicado. Em Descartes, sua hipótese do gênio maligno leva adúvida radical que não pode ser negada, daí a certeza de que há a dúvida e que ela ocorreenquanto pensamento. Contudo, a consequência do “penso” é “existe pensamento”, logo,“algo existe”, assim, “o pensamento existe”. A consequência lógica de “duvido”; “dúvida épensamento”, é “pensamento existe enquanto dúvida”. Assim, o “eu” como sujeito dopensamento é material conceitual indevido.

Palavras-chave

episteme; doxa; sujeito; verdade.

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