Travessias

Publicação do Grupo de Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Unioeste — Universidade Estadual do Oeste do Paraná. O projeto tem como objetivo divulgar pesquisas e estudos de professores e alunos pesquisadores ligados à educação, cultura, linguagem e arte, sob as formas de artigos, ensaios, imagens e sons, documentos e fontes, resenhas, traduções e criação literária.

Imagem para capa da revista


e-ISSN: 1982-5935


Periodicidade: Quadrimestral

Cronograma de publicação:
Primeiro quadrimestre: jan./abr.
Segundo quadrimestre: maio/ago.
Terceiro quadrimestre: set./dez

Classificação no WebQualis-Capes (Quadriênio 2013-2016):
Letras e Linguística [B2] 
Ensino [B2]

Indexadores:

Nacional / National: 
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Internacional / International:

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Sistema de Submissão: chamadas para publicação
Os manuscritos devem ser submetidos nas datas estipuladas nas chamadas para publicação e dentro das temáticas nelas estipuladas. Assim que forem recebidos, serão designados os avaliadores e, em caso de aprovação, serão incorporados no próximo número a ser publicado. Aceitam-se manuscritos em língua portuguesa, língua espanhola, língua inglesa e língua alemã.

Notícias

 

CHAMADA DE PUBLICAÇÕES: 33ª, 34ª e 35ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS

 

33ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS
Cascavel, 33. ed, v. 12, n. 1, jan./abr. 2018
Submissão: até 01/04/2018.

ESCRITURAS FEMININAS À MARGEM: DIÁLOGOS NA AMÉRICA LATINA E NA PENÍNSULA IBÉRICA

Organização: Dra. Gabriela de Lima Grecco (Universidad Autónoma de Madrid) e Dra. Adriana Aparecida de Figueiredo Fiuza (Unioeste)

EMENTA: O dossiê pretende acolher pesquisas que versam sobre as mulheres escritoras e suas representações literárias tanto na Europa - com foco na Península Ibérica - quanto na América Latina, a partir de múltiplas perspectivas, estabelecendo intersecções com outras áreas do conhecimento como as ciências sociais, a história, a filosofia, a psicologia, os estudos da memória, as artes, entre outras. Da mesma maneira, considera-se importante artigos que abordem as obras dessas autoras em relação comparada ou não, examinando os aspectos políticos e estéticos de suas escrituras, dando visibilidade e reconhecimento para estas mulheres. Aceita-se contribuições sobre os seguintes temas: a experiência no exílio, escritoras negras, literatura comparada, escritoras e prêmios literários, escritoras “silenciadas”, escrevendo em um contexto ditatorial, escritoras esquecidas, literatura epistolar, escritas da prisão.

PALAVRAS-CHAVE: Escritura feminina; América Latina, Literatura Comparada.

ESCRITURAS FEMENINAS DESDE LOS MÁRGENES: DIÁLOGOS EN LATINOAMÉRICA Y PENÍNSULA IBÉRICA

EMENTA: Este dossier tiene como objetivo animar a que investigadores e investigadoras envíen textos sobre mujeres escritoras y sus representaciones literarias tanto en Europa -especialmente Península Ibérica- como en América Latina, a partir de múltiples perspectivas y que establezcan relaciones con las ciencias sociales, la historia, la filosofía, la psicología, los estudios de la memoria, las artes, entre otras. Asimismo, consideramos importantes artículos que trabajen las obras de estas escritoras en perspectiva comparada o no, examinando los aspectos políticos y estéticos de sus escrituras y que den visibilidad y reconocimiento a estas mujeres. Agradecemos sobre todo contribuciones que profundicen en los siguientes ámbitos de investigación: la experiencia del exilio, escritoras negras, literatura comparada, escritoras y premios literarios, escritoras “silenciadas”, escribir bajo dictadura, escritoras olvidadas, literatura epistolar, escrituras desde la cárcel.

PALABRAS CLAVE: Escritura feminina; América Latina, Literatura Comparada.

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34ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS
Cascavel, 34. ed, v. 12, n. 2, maio/ago. 2018
Submissão: até 01/08/2018.

AS RESSONÂNCIAS DO PENSAMENTO DE ZIZEK PARA ARTE, CULTURA E LITERATURA

Organização: Marisa Corrêa e Silva - UEM

EMENTA: O filósofo esloveno Slavoj Zizek tornou-se muito conhecido no Brasil na última década, embora seu trabalho já fosse lido na Europa e nos EUA desde os anos 1990. Polêmico, realizando releituras de Hegel (que recebem críticas dos hegelianos tradicionais) e de Lacan (que são consideradas impecáveis pelos lacanianos tradicionais), com um estilo peculiar de escrita, provocador, tornou-se uma referência quando se trata de desmistificar o senso comum dentro da Academia. Por exemplo, ele implode as barreiras que se opõem à abordagem de obras “ruins”, “de mero entretenimento”, pois crê que mesmo o objeto mais insignificante pode conter insights preciosos sobre a configuração ideológica de seu contexto de produção. Sua obra tem se revelado aplicável a distintos campos do conhecimento, e este dossiê temático contempla tais influências na Arte, na Cultura e na Literatura".

PALAVRAS-CHAVE: Slavoj Zizek; Arte, Cultura e Literatura, Estudos Contemporâneos.

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35ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS
Cascavel, 35. ed, v. 12, n. 3, set./dez. 2018
Submissão: até 01/11/2018.

GÊNERO: REVISITANDO TEORIAS, MOVIMENTANDO ANÁLISES

Organização: Dr. Alexandre Sebastião Ferrari Soares (UNIOESTE), Dra. Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE) e Dra. Lucília Maria Abrahão e Sousa (FFCLRP-USP)

EMENTA: A noção de gênero tem estado em discussão há muito tempo e a partir de diferentes perspectivas teóricas. Em 1968, em seu livro Sexo e Gênero (1968), o psiquiatra Robert Stoller menciona o conceito de gênero, descrevendo os processos de construção de identidades de gênero através da articulação entre processos sociais, nomeação familiar e questões biológicas. Todavia, ressalta Saffioti (1999) que, embora não houvesse formulado o conceito de gênero, Simone de Beauvoir, já na década de 1950, em sua famosa frase “Não se nasce mulher, torna-se”, lutando contra o essencialismo biológico, indiciou ser a sociedade responsável pela transformação do bebê em mulher ou homem, sendo, desse modo, a precursora do conceito de gênero. No Brasil, esse conceito alastrou-se rapidamente a partir da publicação da tradução do texto de Joan Scott “Gênero: uma categoria útil de análise histórica” (1995). Nele, Scott, por meio da discussão de diferentes correntes (históricas) de pensamento, critica o conceito de patriarcado e define gênero como “um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e como uma forma primária de dar significação às relações de poder” (SCOTT, 1995, p. 86). Também os trabalhos de Butler são associados ao conceito de gênero que, por meio de leitura da performatividade na linguagem, propõe desfazer a dicotomia sexo/gênero. Para a autora (BUTLER, 2008), gênero, enquanto performance, não é nem um conjunto, inscritos no corpo de significados culturais, nem a interpretação de um corpo sexuado, mas um conjunto de normas instituídas, mantidas e repetidas sobre o corpo que geram e tornam a pessoa viável ou inviável. Em uma perspectiva discursiva, de acordo com Orlandi (2017, p. 210), “Por ser considerado um ‘papel’ social, dizem alguns autores que afirmam esta noção, o gênero pode ser construído e desconstruído, ou seja, pode ser entendido como algo mutável e não limitado, como definem as ciências biológicas. Ora, não é bem assim, na perspectiva discursiva. Pois, se não é a ciência biológica, ou o binarismo social (homem-mulher), que nos determina, no funcionamento da ideologia, não é nossa vontade pessoal tampouco que inscreve/define nossos processos de identificação, nem apenas o modo como somos individuados”. Diante desses diferentes posicionamentos e teorizações, o Dossiê Temático Gênero: revisitando teorias, movimentando análises será dedicado a estudos e pesquisas que se ocupem em problematizar e analisar como a noção de gênero constitui-se no interior das Ciências Humanas e Sociais, bem como analisar como as diversas identidades de gêneros são constituídas, reunindo assim um conjunto de reflexões que envolvam modos de constituição, formulação e circulação de sentidos para o(s) gêneros e das subjetividades LGBTTQ e(m) seus movimentos sociais na contemporaneidade.

PALAVRAS-CHAVE: Gêneros; Leitura Performativa; Discurso.

 
Publicado: 2017-12-12
 

v. 11, n. 3 (2017)


Capa da revista

Foto da capa e cabeçalhos by Alessandro Beníci. Tratada por Acir Dias da Silva.