Travessias

Publicação do Grupo de Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Unioeste — Universidade Estadual do Oeste do Paraná. O projeto tem como objetivo divulgar pesquisas e estudos de professores e alunos pesquisadores ligados à educação, cultura, linguagem e arte, sob as formas de artigos, ensaios, imagens e sons, documentos e fontes, resenhas, traduções e criação literária.

Imagem para capa da revista


e-ISSN: 1982-5935


Periodicidade: Quadrimestral

Cronograma de publicação:
Primeiro quadrimestre: jan./abr.
Segundo quadrimestre: maio/ago.
Terceiro quadrimestre: set./dez

Classificação no WebQualis-Capes (Quadriênio 2013-2016):
Letras e Linguística [B2] 
Ensino [B2]

Indexadores:

Nacional / National:
1) Sumários de Revistas Brasileiras
2) Periodicos Capes
3) EDUBASE
4) Diadorim
5) Oasisbr 

Internacional / International:
1) Red Iberoamerica de Innovación y Conocimiento Científico (REDIB)
2) Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal (LATINDEX)
3) European Reference Index for the Humanities and Social Sciences (ERIHPLUS)
4) Modern Language Association (MLA)
5) Asociación de Revistas Académicas de Humanidades y Ciencias Sociales (LATINOAMERICANA)
6) WordlCat
7) Google Acadêmico
8) EBSCO Research Database
9) Red de repositorios de acceso abierto a la ciencia (LA Referencia)
10) Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)

 


Sistema de Submissão: chamadas para publicação
Os manuscritos devem ser submetidos nas datas estipuladas nas chamadas para publicação e dentro das temáticas nelas estipuladas. Assim que forem recebidos, serão designados os avaliadores e, em caso de aprovação, serão incorporados no próximo número a ser publicado. Aceitam-se manuscritos em língua portuguesa, língua espanhola, língua inglesa e língua alemã.

Notícias

 

CHAMADA DE PUBLICAÇÕES: 34ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS

 

34ª EDIÇÃO DA REVISTA TRAVESSIAS

Cascavel, 34. ed, v. 12, n. 3, set./dez. 2018.
Submissão: até 01/11/2018.

GÊNERO: REVISITANDO TEORIAS, MOVIMENTANDO ANÁLISES

Organização: Dr. Alexandre Sebastião Ferrari Soares (UNIOESTE), Dra. Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE) e Dra. Lucília Maria Abrahão e Sousa (FFCLRP-USP)

EMENTA: A noção de gênero tem estado em discussão há muito tempo e a partir de diferentes perspectivas teóricas. Em 1968, em seu livro Sexo e Gênero (1968), o psiquiatra Robert Stoller menciona o conceito de gênero, descrevendo os processos de construção de identidades de gênero através da articulação entre processos sociais, nomeação familiar e questões biológicas. Todavia, ressalta Saffioti (1999) que, embora não houvesse formulado o conceito de gênero, Simone de Beauvoir, já na década de 1950, em sua famosa frase “Não se nasce mulher, torna-se”, lutando contra o essencialismo biológico, indiciou ser a sociedade responsável pela transformação do bebê em mulher ou homem, sendo, desse modo, a precursora do conceito de gênero. No Brasil, esse conceito alastrou-se rapidamente a partir da publicação da tradução do texto de Joan Scott “Gênero: uma categoria útil de análise histórica” (1995). Nele, Scott, por meio da discussão de diferentes correntes (históricas) de pensamento, critica o conceito de patriarcado e define gênero como “um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e como uma forma primária de dar significação às relações de poder” (SCOTT, 1995, p. 86). Também os trabalhos de Butler são associados ao conceito de gênero que, por meio de leitura da performatividade na linguagem, propõe desfazer a dicotomia sexo/gênero. Para a autora (BUTLER, 2008), gênero, enquanto performance, não é nem um conjunto, inscritos no corpo de significados culturais, nem a interpretação de um corpo sexuado, mas um conjunto de normas instituídas, mantidas e repetidas sobre o corpo que geram e tornam a pessoa viável ou inviável. Em uma perspectiva discursiva, de acordo com Orlandi (2017, p. 210), “Por ser considerado um ‘papel’ social, dizem alguns autores que afirmam esta noção, o gênero pode ser construído e desconstruído, ou seja, pode ser entendido como algo mutável e não limitado, como definem as ciências biológicas. Ora, não é bem assim, na perspectiva discursiva. Pois, se não é a ciência biológica, ou o binarismo social (homem-mulher), que nos determina, no funcionamento da ideologia, não é nossa vontade pessoal tampouco que inscreve/define nossos processos de identificação, nem apenas o modo como somos individuados”. Diante desses diferentes posicionamentos e teorizações, o Dossiê Temático Gênero: revisitando teorias, movimentando análises será dedicado a estudos e pesquisas que se ocupem em problematizar e analisar como a noção de gênero constitui-se no interior das Ciências Humanas e Sociais, bem como analisar como as diversas identidades de gêneros são constituídas, reunindo assim um conjunto de reflexões que envolvam modos de constituição, formulação e circulação de sentidos para o(s) gêneros e das subjetividades LGBTTQ e(m) seus movimentos sociais na contemporaneidade.

PALAVRAS-CHAVE: Gêneros; Leitura Performativa; Discurso.

 
Publicado: 2017-12-12
 

v. 12, n. 1 (2018)


Capa da revista
Imagem da capa: Azulejaria verde em carne viva, 2000, Adriana Varejão.