PERSONAGENS E TRAMA NA ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA DE DESONRA (2000) DE J. M. COETZEE

Ruane Maciel Kaminski Alves, Ximena Díaz Merino

Resumo


A relação entre a obra literária e a produção cinematográfica desperta vários questionamentos como o conceito de adaptação que parte de uma narrativa e, normalmente, esta fadada a comparação ou validação de sua fidelidade com o romance. Neste sentido, este trabalho se propõe refletir sobre as relações entre a construção dos personagens e da trama no espaço literário e no espaço fílmico nas obras, o romance Desonra (2000), de J. M. Coetzee e o filme homônimo Desonra (2008) dirigido por Steve Jacobs. O romance Disgrace (1999) foi traduzido para o português como Desonra por José Rubens Siqueira em 2000 para a editora Companhia das Letras. Considera-se uma adaptação, de acordo com Diniz (2005), quando há uma equivalência de função entre os signos nos diferentes sistemas semióticos. Assim, pode-se entender o filme analisado como uma adaptação, pois se verifica que as funções distributivas foram diretamente transferidas para o cinema, ou seja, os elementos ou ações que se ligam linearmente ao texto. A obra fílmica analisada, portanto, capta estes elementos e os traduz para o filme, mantendo o fio da estória e a trama. 


Palavras-chave


filme; romance; literatura comparada; literatura sul-africana; linguagem literária e fílmica.

Texto completo:

PDF


Direitos autorais 2015 Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob CC-BY-NC-SA 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com indicação da autoria e publicação inicial nesta revista

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.