DE VICTOR HUGO A WALT DISNEY: UMA RELEITURA DE “O CORCUNDA DE NOTRE-DAME”

Carlos Eduardo Brefore Pinheiro

Resumo

A viagem a uma Paris medieval, cenário da trágica história de amor entre uma cigana e um
sineiro deficiente físico, é concebida por Victor Hugo em seu livro Notre-Dame de Paris, popularmente
conhecido como O Corcunda de Notre-Dame. Da obra deste escritor francês, as indústrias Disney realizaram
uma das adaptações cinematográficas mais conhecidas, dentro do universo dos filmes de animação. A
propostas desta comunicação é estabelecer uma análise da adaptação de Walt Disney, de 1996, a partir de
imagens e canções presentes no filme. Será verificado que a construção da arte visual que arquiteta a trama
de Quasímodo e Esmeralda, bem como o discurso das músicas cantadas pelos personagens ao longo da
trama, conduzem o espectador a uma reflexão que tem por base a tolerância e o respeito às diferenças:
tanto física (no caso de Quasímodo) quanto religiosa (no caso de Esmeralda). Entre os personagens que
compõem a intriga, o destaque será para as relações que se estabelecem entre o Corcunda, a cigana e Dom
Claude Frollo, antagonista da obra – de um lado, o discurso da aceitação do outro, do desejo de
solidariedade entre os homens e da esperança de uma sociedade mais justa; do outro lado, o discurso da
intolerância, do preconceito e do menosprezo às minorias.

Palavras-chave

Victor Hugo; Walt Disney; Releitura; Aceitação do outro.

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