DIÁLOGO COM A CASA DE MARIA GABRIELA LLANSOL: UM ENSAIO POÉTICO
Fábio Santana Pessanha
Resumo
De fato, uma leitura poética! E como poderia ser diferente? Já no prólogo somos raptados pela ruptura. uma carta endereçada à nossa dúvida demonstra e resguarda a transitoriedade de uma narrativa feita em diálogos dos mais diversos. Seja entre personagens ou entre o próprio modo de conversar o texto. Poemas atravessam a escrita na emergência do a-ser-dito e encerram em descaminhos a proposição lúdica e concreta de falas torrencialmente desaguantes. Nas linhas de páginas desvirginadas por dedos curiosos de leitura, a poesia se avulta no branco-amarelado de folhas silenciosamente cheias de idéias. O papel é a cama da língua na anunciação da tinta que pinta os entortamentos das palavras. Então, num entrelaçamento de textos múltiplos, somos lançados na singularidade de uma rede textualmente complexificante. Aqui, a narrativa se faz gestante de uma diversidade formal de possibilidades toantes e destoantes de sentido. Articulam memória, história, susto e indagações no desvio do já formalizado. E por aí iremos deslizando na fala de uma língua que se pensa nos intervalos dos verbos e dos versos de um poema sempre em construção.
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Revista Travessias
PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA, LINGUAGEM E ARTE
ISSN 1982-5935 (versão eletrônica)
Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Campus de Cascavel
Programa de Pós-Graduação em Letras
Grupo de Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte
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