AS MINORIAS E O RELATIVISMO ABSOLUTO

Fausto Zamboni

Resumo


 A justificação intelectual da defesa das minorias, apesar de partir de uma atitude legítima, assentou-se frequentemente em bases teóricas inconsistentes que conduziram a resultados paradoxais. O relativismo, que – por sua própria natureza – não pode oferecer-se como uma alternativa de alcance universal, substituiu a discussão racional sobre a validade dos valores. Resta a exaltação irracional da unidade cultural, que pode provocar desde o racismo puro e simples até o fechamento da cultura em si mesma, imune à transformação e à crítica. O relativismo serve como uma ferramenta provisória para uma tentativa de compreensão imparcial de culturas alheias, algo como uma “suspensão da descrença”, como queria Coleridge, mas não pode aplicar-se ao valores positivos da própria cultura sem condená-la ao perecimento. 

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Revista Travessias


PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA, LINGUAGEM E ARTE

ISSN 1982-5935 (versão eletrônica)

Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Campus de Cascavel
Programa de Pós-Graduação em Letras
Grupo de Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte 
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