INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM PEDIATRIA

Rosana de Carvalho Fukuda, Larissa D. Grispan e Silva, Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla

Resumo

Objetivo: Caracterizar o perfil das intoxicações exógenas agudas entre crianças de zero a 12 anos de idade atendidas em um Centro de Controle de Intoxicações em um município do norte do Paraná no ano de 2007. Materiais e métodos: As informações foram coletadas nas fichas de notificação do banco de dados do serviço. As variáveis analisadas foram: idade, sexo, local de ocorrências das intoxicações, distribuição das intoxicações nos meses do ano, agentes tóxicos, motivo da intoxicação, vias de exposição e evolução das ocorrências. Resultados: Do total de atendimentos, 91% foram classificados como acidentais. A maioria dos casos de intoxicações (59,7%) ocorreu no primeiro semestre do ano. O principal agente tóxico (30%) foi o medicamento. A via de exposição mais prevalente foi a oral (70,4%). As crianças com idades de um a quatro anos foram as mais acometidas, representando 63,1% dos casos. Conclusões: Sabendo-se que as injúrias não intencionais, em especial as intoxicações exógenas, são atualmente consideradas um problema de saúde pública, observa-se a importância da realização de ações preventivas. A negligência e falta de informações dos pais e familiares contribuem significativamente para a ocorrência desse tipo de acidente que em sua maioria ocorre no próprio ambiente doméstico. Atividades de educação em saúde incluindo pais, cuidadores e as próprias crianças devem ser praticadas.

Palavras-chave

Envenenamento; Criança; Perfil de Saúde; Saúde da Criança; Enfermagem Pediátrica.

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