EFEITOS DO EXERCÍCIO DE ALONGAMENTO MECÂNICO PASSIVO ESTÁTICO NA MEMBRANA SINOVIAL DA ARTICULAÇÃO TALOCRURAL DE RATOS WISTAR FÊMEAS

José Fernando Baumgartner Maciel, Katia Janine Veiga, Talita Gianello Gnoatto Zotz, Anna Raquel Silveira Gomes, Rose Meire Costa Brancalhão, Lucinéia de Fátima Chasko Ribeiro

Resumo

A diminuição da mobilidade é uma das causas das disfunções musculoesqueléticas relacionadas ao envelhecimento. O estresse mecânico promovido pelo exercício de alongamento, contribui para alterar a arquitetura musculoesquelética. Objetivou-se verificar e comparar os efeitos do alongamento mecânico passivo estático na morfologia da articulação talocrural de ratos Wistar fêmeas. Para tal, foi realizado um estudo qualitativo, do tipo experimental, randomizado, controlado e cego, onde dezenove Rattus norvegiccus, linhagem Wistar albino, fêmeas foram divididas aleatoriamente em grupo jovem alongamento (GJA, n=5, 6 meses), grupo jovem controle (GJC, n=5, 6 meses), grupo idoso alongamento (GIA, n=5, 26 meses) e grupo idoso controle (GIC, n=4, 26 meses). O protocolo de alongamento mecânico passivo estático do músculo sóleo esquerdo, foi realizado por meio de um aparato de alongamento, 3 vezes por semana, durante 3 semanas. Foi realizada 1 série de 4 repetições com duração de 60 segundos cada e intervalo de 30 segundos entre as repetições. No dia seguinte à última sessão de alongamento, após eutanásia, as articulações do tornozelo foram coletadas, fixadas em formol a 10% e seguiram protocolo para emblocamento em parafina. Posteriormente, foi realizado cortes de 5 µm e as lâminas coradas em hematoxilina e eosina. Após a confecção das lâminas, as mesmas foram analisadas e fotomicrografadas em microscópio de luz (Olympus®), sendo avaliadas características morfológicas da membrana sinovial. Nos grupos GJC e GJA a morfologia da membrana sinovial se apresentou com características normais, com duas ou três camadas de sinoviócitos na íntima sinovial e na subíntima, com predominância de células adiposas. No GIC a membrana sinovial apresentouse alterada, com aumento da espessura e do número de sinoviócitos da íntima sinovial e na subíntima foi verificado diminuição do número de células adiposas e presença de tecido conjuntivo. No GIA, a membrana sinovial apresentou aspectos normais na íntima e na subíntima, diminuição do número de adipócitos e presença de pequena quantidade de tecido conjuntivo fibroso. Foi verificado que o exercício de alongamento teve efeito benéfico na reversão das alterações degenerativas decorrentes do envelhecimento, podendo manter ou melhorar a morfologia da membrana sinovial da articulação do tornozelo de ratas idosas.

Palavras-chave

Envelhecimento; Membrana Sinovial; Exercícios de Alongamento Muscular.

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