CORRENTE INTERFERENCIAL NA DOR MUSCULAR TARDIA

Carlos Augusto Lorenzetti Heinzen, Dayane Batista Franzes, Vanessa Cristina Vieira, Jamile Irene Schäfer, Gladson Ricardo Flor Bertolini

Resumo

Indivíduos que iniciam uma nova atividade física ou que aumentam a intensidade do exercício podem desenvolver a Dor Muscular de Início Tardio (DMIT), levando a perda de força, coordenação e movimentos compensatórios. Alguns recursos podem ser utilizados para o tratamento da DMIT, dentre eles a eletrofototermoterapia. A Corrente Interferencial (CI) é uma técnica de estimulação elétrica, que penetra profundamente e mantém bons efeitos analgésicos, pela “teoria das comportas”, bloqueio nervoso, aumento da circulação local e placebo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso do interferencial sobre a DMIT. Foram recrutados 14 indivíduos saudáveis, sedentários, com média de idade de 21,8 anos, que nunca tivessem realizado qualquer tipo de eletroestimulação. A amostra foi distribuída aleatoriamente em Grupo Placebo e Grupo Experimental. Para avaliação da dor foi utilizada a EVA e Algômetro de pressão. Visando promover a DMIT, os participantes realizaram movimentos concêntricos e excêntricos para o tríceps sural, realizando planti e dorsiflexões, em ortostatismo, sobre um degrau de 20 cm de altura (3 séries de 20 repetições). A carga foi dada apenas pelo peso do corpo e ação da gravidade. Para a eletroestimulação, os eletrodos foram posicionados no ventre no músculo gastrocnêmio lateral e medial, durante 20 minutos, com intensidade forte e confortável, com frequência base de 4 kHz, na forma bipolar e com frequência modulada pela amplitude (AMF) de 100Hz.  Para a comparação dos dados da EVA e do Algômetro de Pressão, foram realizadas comparações intragrupos com uso de Anova medidas repetidas e para a comparação entre os dois grupos, o Teste T não pareado. Em ambos os casos o nível de significância aceito foi 5%. Os dados foram apresentados em média e desvio padrão. Houve diferenças intragrupos. AV1 do grupo placebo foi diferente de todas as seguintes, o que não ocorreu no grupo experimental. Na comparação entre os grupos houve diferenças significativas: em AV3, AV4, AV6 e AV8. Na avaliação da dor à pressão houve diferença estatística intragrupo, apenas para o placebo, sendo que AV3 mostrou-se menor do que AV7. Conclui-se que a corrente interferencial foi eficaz para a redução da sensação de dor muscular de início tardio. 

Palavras-chave

Mialgia Epidêmica; Medição da dor; Analgesia.

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